sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Naquele dia eu descobri, que as coisas nem sempre serão do jeito que eu quero. Que chorar e gritar, nem sempre resolve os problemas. Que o mundo não gira em volta de mim. Que nem todas as pessoas querem o meu bem e na hora "H", poucas se sacrificariam por mim. Descobri que não existe "venha a nós" e que um pouquinho de esforço não mata. Que fugir dos problemas não é a melhor solução. Percebi que barreiras não são o fim do mundo e que Deus dá o que você pode aguentar. E foi assim que eu sai do meu mundo de mimos e vontades, onde sempre tinha alguém pra passar a mão na minha cabeça. Chega de depender dos outros pra tudo e de estar sempre andando com pernas alheias. Eu vou lutar, lutar até o fim. Dar o meu sangue. E se ainda assim eu cair, não desistirei. Minha consciência dirá que eu tentei. O mundo que me desculpe, mas agora eu vou viver por mim. Só por mim!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010



"Eu não poderia te dizer por que ela se sentiu daquela maneira. Ela sentiu isso todos os dias e eu não pude ajuda-la. Eu só a vi cometer os mesmos erros novamente.." (Nobody's Home - Avril Lavigne)


Não dá mas pra suportar esse medo, essa angústia... Eu não quero aceitar esse sentimento repentino, que desde já está me fazendo tão mal. Pode ser amor, ou uma simples paixonite, não faz diferença. Só o que importa é que seja qual for o sentimento, não é bem vindo. É inaceitável que algo tão puro e verdadeiro seja substituido por uma sensação tão infantil. Será que depois de meu coração e minha mente terem se acostumado com quatro letras, terão que se adequar a sete? Não, eu não quero que isso aconteça. Mas eu não tenho escolha e não há nada a fazer. Apenas esperar e acreditar que isso não passa de um grande mal entendido. Esperar, esperar, esperar... Não há mais nada a fazer!

domingo, 31 de outubro de 2010

Eu posso beijar vários, mas nenhum dos beijos me tonta. Eu posso abraçar muitos, mas nenhum dos abraços me leva ao céu. Eu posso derramar lágrimas por vários, mas nenhum deles faz meu coração chorar. Eu posso querer a companhia de muitos, mas quando me sinto sozinha, não é por nenhum deles que eu chamo. Eu posso ser apaixonada por vários, mas eu só amo um.


"Eu chorei cinquenta mil lágrimas, gritando, enganando e sangrando por você. E você continua não querendo me ouvir.." (Going Under - Evanescence) 



Porque você fez isso? Você me deixou sozinha, com uma lágrima nos olhos e o coração rasgado. Você se foi, sem ao menos me deixar explicar o que houve. E agora estou aqui, olhando esse céu sem estrelas. Eu e o vazio que você deixou ao partir. Porque você fez isso? Você levou meu coração com você e hoje, não encontro motivo para viver. Agora meu melhor amigo é um simples cigarro, que afunda comigo nesse rio de lágrimas. Não tem condições sem você, minha vontade é gritar seu nome. Mas a voz insiste em não sair. Esquece esse orgulho e volta logo, por favor.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

As vezes eu fico pensando, eu queria ter um namorado. Nas tardes ensolaradas, ele me buscaria no colégio, e passaríamos horas sentados no banquinho da praça, de mãos dadas, falando sobre o clima, discutindo política e questionando a existência de vida em outros planetas. Nos feriados, passaríamos o dia inteiro abraçados na fila do cinema, sem sequer reclamar da demora. Mataríamos aula na praia, e como todos os casais, grudadinhos, deixaríamos que as ondas nos fizessem relaxar. Nos sábados tediosos, de chuva, jogaríamos banco imobiliário, veríamos "Um Amor Pra Recordar" e faríamos guerra de pipoca. No dia dos namorados, ele apareceria em minha casa, com um enorme buquê de rosas e uma caixa de bombom, e me chamaria de "minha bebê". Até aos domingos, nos almoços de família estaríamos juntos. Ouviríamos as histórias da minha avó, tomaríamos sorvete e ele me deixaria pra jogar video-game com meu primo. Seríamos o casal mais feliz do mundo. Faríamos juras de amor eterno e usaríamos anel de compromisso. Até que em uma festa com os amigos, ele sentiria saudade da vida de solteiro e ficaria com outras garotas. Eu descobriria, nós brigaríamos e nosso relacionamento perfeito acabaria. Eu entraria em depressão, pensaria em me matar e seria consolada por minhas amigas. Ninguém me buscaria mais no colégio, eu iria ao cinema sozinha e estressada com o tamanho da fila, voltaria pra casa. Não mataria mais aula na praia e meus sábados tediosos nunca mais seriam os mesmos. Eu sairía com minhas amigas, beijaria quinze garotos, mais no final da festa, nenhum deles me levaria em casa. Não seria mais chamada de "minha bebê", nem ganharia rosas. E quando eu estivesse com uma enorme espinha no rosto, o cabelo bagunçado, me sentindo horrível, não haveria ninguém pra dizer: "Você é a garota mais linda do mundo". Então eu olharia pela janela e veria aquele que um dia foi meu, abraçado com outra garota. Pra quem ele já deve ter dado um anel de compromisso. Brigas, sofrimento, decepções... Pensando bem, acho que eu não queria ter um namorado.